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After show
Feira Afonsina em Guimarães Por Paulo Pinto e Maria João de Sousa
Texto e Fotos: Paulo Pinto
Feira Afonsina – Guimarães recriou condado portucalense
Entre os dias 16 e 18 de Setembro, Guimarães regressou à idade Média. A Feira Afonsina proporcionou aos visitantes um contacto com a época do condado portucalense, com muita animação cultural e gastronómica.
A Feira Afonsina é uma iniciativa que nasceu da fusão da Feira Joanina e da doçaria no convento, dois eventos já existentes no calendário cultural da cidade berço.
O cenário do evento foi o centro histórico da cidade – Património Cultural da Humanidade – onde se recriou o ambiente social e económico da época do condado portucalense. As praças da Oliveira e de S. Tiago e o largo Cónego José Manuel Gomes, foram os palcos privilegiados das recriações históricas.
Foram milhares de curiosos e turistas que encheram as principais ruas do centro histórico que foi palco de teatralizações e animações de rua, num regresso ao passado e aos costumes do século XI, sempre com o objectivo de animar a cidade em honra de D. Afonso Henriques – Primeiro Rei de Portugal. Momentos estes que ficaram ainda marcados pela animação musical das gaitas de fole e bombos, entre outros, pelo grupo Estrela do Dia de Lisboa. Divertiram os visitantes ao som dos seus ritmos ancestrais.
Texto e Fotos: Paulo Pinto ---------------------------------------------------------------------------
Texto e Fotos: Maria João de Sousa
I Feira Afonsina - 16 a 18 de Setembro de 2011 - Guimarães
Entre os dias 16 e 18 de Setembro, o Centro Histórico de Guimarães foi palco privilegiado da primeira Feira Afonsina!
Fui ter a esta feira como que por acaso! Foi no final de (mais) um grande concerto de Clã inserido na comemoração do 6º aniversário do Centro Cultural Vila Flor que resolvemos ir até ao centro Histórico; local lindíssimo e muito especial para mim!
Sob o Arco Nossa Sra da Oliveira actuavam os “Curinga”, grupo inspirado em personagens Medievais como o Jogral, o Trovador, o Menestrel e o Bobo, especializado no entretenimento e diversão do público, por meio de uma abordagem músico-cómica, atrevida e sagaz que com a sonoridade potente dos seus instrumentos, principalmente gaitas e percussão, faz com que o grupo seja muito adequado para actuar ao ar livre e capaz de envolver o público num ambiente de folia e diversão.
Rodeados por imensas pessoas que acompanhavam algumas das suas músicas com palmas, “gritos” e até com um pezinho de dança, a animação era bem visível e difícil era não nos deixarmos contagiar por aquele ambiente!
Após esta actuação seguimos viagem; mais barraquinhas com artesanato, desta vez com armaduras, espadas, forjadores, … e também já conseguíamos avistar os guardas sob os arcos que teríamos que atravessar em direcção à Praça de Santiago, mas optamos por fazer a travessia pela Rua de Santa Maria transformada neste fim-de-semana no “Quelho das desgraças” onde a animação estava a cargo do grupo de Teatro: “TEN_TART” http://tentart.blogspot.com/
Recriavam uma rua da Idade Média, suja e sombria habitada pelo povo da classe mais baixa da época, onde habitavam os marginais: loucos, bêbados, prostitutas, leprosos ou com qualquer outra doença e larápios!
A caracterização e interpretação estavam espectaculares. Muitos foram os que se assustaram mesmo e alguns nem a travessia completa da rua fizeram, mas eu consegui literalmente “Rir da desgraça dos outros”!
Na praça de Santiago continuava a feira artesanal, tínhamos incensos, velas, calçado, carteiras, chapéus, bijutaria e muitos outros acessórios!
No Museu Alberto de Sampaio foi possível assistir e colocar em pratica alguns jogos tradicionais e ver de perto alguns animais bem interessantes, como mochos e corujas!
Creio que foi uma iniciativa bem concebida e bem conseguida, eu gostei imenso e acho que foi mais uma prova de que Guimarães, a cidade que em 2012 será a Capital Europeia da Cultural, tem muito para dar a quem a visitar!
Só achei que falhou na divulgação, excepto aquela nota de rodapé na Tv, não vi mais nada!
P.S.: Houve também animação pelos “Estrela do Dia”, de Lisboa, mas dos quais não vi qualquer actuação!
Texto e Fotos: Maria João de Sousa

Saltimbancos, mercadores, pedintes, entre muitas outras figuras, reviveram o período medieval nesta primeira edição da Feira Afonsina.



















Durante três dias, a cidade de Guimarães recuou no tempo, até à época do condado portucalense, transformando o centro histórico num mercado medieval!
Para além de toda a recreação e animação de rua, promoveu também o artesanato e a gastronomia medievais; workshops de como fazer pão, pulseiras de couro ou fiar o linho; ateliers de teatro de sombras e de pintura, bancadas interactivas, stands de formação e momentos infanto-juvenis. Tudo isto repartido pelo Largo da Oliveira, Praça do Município, Praça de Santiago e Largo Cónego José Maria Gomes!
Ao aproximarmo-nos apercebemo-nos de um aglomerado de pessoas ainda maior que o habitual, para um sábado à noite naquele local e logo percebemos que aquela meia informação que havíamos visto a passar em rodapé na televisão, referia-se à I Feira Afonsina e já estava a decorrer!
À medida que nos aproximávamos do Largo da Oliveira, víamos que toda a beleza daquela praça tinha aumentado naquela noite: a música que se fazia ouvir, o cenário natural ao qual acrescentaram tochas e velas, barraquinhas com instrumentos artesanais, longas mesas de madeira, tecedeiras, comerciantes vestidos a rigor, …, a minha paixão por Guimarães e em especial por aquela zona, conseguia aumentar!



www.myspace.com/curingamusic



Atravessei esta rua no sábado à noite e voltei no domingo durante a tarde e à noite novamente, por isso assisti a abordagens e recreações diferentes!
Havia pedintes com o rosto desfigurado a colarem-se às pessoas (e vários gritos de susto se soltavam nessas alturas), belas mulheres que se ofereciam aos homens que por ali passavam, “seres” desfigurados que na tentativa de conquistar uma mulher lhes pediam para deixar o namorado/ marido “feio” e para ficarem com eles; lençóis ensanguentados, palha espalhada por toda a rua, bruxas, larápias, frades que representavam as fraquezas da Igreja, …e guardas que impediam todos estes “renegados” de se deslocarem para fora daquela rua, …, tudo o que seria excluído da sociedade estava ali representado e durante a noite conseguia ter um maior impacto!
Seguíamos em direcção à Praça do Município, chás de todos os sabores e para todos os males, mais animação de rua, fumeiro, frutos secos e cristalizados, o belo do pão com chouriço acabado de sair do forno e outras especialidades como: pataniscas, arroz de feijão; o vinho, a sangria e a limonada para que nada faltasse!
Nos Claustros dos Paços do Concelho estavam as doces tentações: doces e licores conventuais para todos os gostos!























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